
Cá estou eu, de férias em Santos. Sempre que tiro férias, o que custumo fazer a cada seis meses, procuro ficar uma das semanas viajando e a outra em Santos.
Esse segundo momento, cada vez mais, parece uma nostalgia infindável. Hoje, fui até o D. Abram, o endocrinologista, e o Bozola, ortodontista. O passeio da carro pelas ruas da cidade é sossegado e gostoso. As pessoas andam calmamente, não há correria. Parece que aqui se vive, de fato, a vida.
E esse meu pensamento se confirma quando percebo que só vou a médicos quando estou em Santos. Quarta feira, ainda vai rolar um oftalmo, o Almir. Amanhã, exame de Sangue, conforme solicitação do Abram. Será que eu corro tanto que só consigo pensar na minha saúde enquanto estou de férias, aqui em Santos.
Enfim, sigo minha via-sacra. Não ia ao Bozola desde 2001. Caraca, como ele envelheceu! E a minazinha que trabalhava com ele ainda está lá... puxa vida.
Vou à padaria, comprar o lanche da noite. Na fila, a Sra. a minha frente pede, em alto e bom som, e eu quase choro de emoção: - “4 médias e 1 cará, por favor!” Puxa, eu mesmo quase ia pedir pãezinhos... eu, que sempre batalhei pelas médias em São Paulo... sete anos e meio depois, estaria eu perdendo a guerra? Para mim mesmo?
Ah, de manhã teve um episódio ótimo também: voltando do Abram fui até o Itaú do canal 7, do lado do Jardins da Grécia, para tomar um Mate beeeeem gelado. Mate novinho, pela manhã... é outra coisa, é tudo de bom! Depois do jogo do Santos, final de tarde, eu tomo por tomar, mas ele já está meio zuado... mas, pela manhã, ele está incrível.
Volto pra casa e continuo pensando em como a vida em Santos passa enquanto eu não moro mais aqui. A vida besta e devagar passa com a mesmo suavidade da brisa marítima na orla.
Os colantes, as médias, e os mates vão ficando mais comuns. O “s” esticado, virando quase “x”, está na boca do povo. O Armando Gomes entretém minhas noites com notícias do Peixe.
Assim a vida segue em Santos. Gostosamente besta e devagar.